Saía para fora de casa na certeza de que alguém estaria a me esperar no portão. Era sentar no meio fio e dali dez minutos cercado eu estava, amigos, garotas, crianças, alegria, risos, vida. Todos me olhavam com olhos de gratidão, de bondade, de amizade, de benevolência, de carinho, de amor. Via-lhes nos olhos a alegria de estarem sentados do meu lado. A admiração, o bom estado de nossas almas. A certeza de não estar sozinho, de ter amigos verdadeiros, de tê-los comigo sempre que precisasse. O abraço, o aperto de mão sincero, a brincadeira sem malícia, o olhar jubiloso, a alegria vibrante. Tais eram meus dias. Bons tempos! Parecia tudo tão simples, hoje parece-me que passou tudo tão rápido.
Hoje, ao sair para fora não tenho mais fé em encontrar um sorriso sincero, um aperto de mão digno, um abraço amigo, uma palavra doce, uma sintonia. Tudo que tenho é um aceno de cabeça por obséquio, um bom-dia sem vontade, um aperto de mão rápido e insensível. Esta é minha vida agora, estes são meus dias, sem cor, sem amor, sem vida. Como sou infeliz ..!
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