terça-feira, 6 de outubro de 2009

Obscuro

Terceiro de hoje, foda-se.
A cada instante, um estado de espírito.
A cada volta, uma moeda, um símbolo, uma luz.
Acho que achei uma palavra que me define: obscuridade!
Oh, obscuridade, quão grandiosa sois!
Teus olhos negros escondem a negligência de uma geração incrédula!
Teus passos seguem-me como os me seguiam a luz!
Que tenho eu em querer-te a ti?
Que tens tu em querer que eu te siga?
Tu, que fere meus sonhos em pesadelos!
Que faz do meu pesar o meu desespero!
E que faz despedaçar minha alegria em nada!
Tu, a quem sou grato! A quem detesto!
Que faz eu me contradizer!
Que me mostra o caminho e a luz!
Só quem está em trevas reconhece a beleza da luz!
Já ouvis-te antes?
Não, creio que não.
Unges-me!
Que palavra! Que encanto! Que espetáculo!
Profano, não conheço a ti, retiras tu e teus pertences da minha vida!
Pois ainda tenho anseio das coisas divinas!
E do Evangelho quero fazer minha regra de conduta!
Já deverias tê-lo feito há muito!
Mas a escuridão da loucura e da insensatez me oprime.
Deixa eu ser livre!
Deixa eu ser lúcido!
Lá vou-me outra vez!
Tez!
Preconceito!
Talvez eu o tenha!
Ora, meu pai é!
Que tens?
E a aversão, não te lembras?
Sim, mas não parece tão incômodo!
Tu o tens, sossega-te!

Nenhum comentário:

Postar um comentário