Se num momento pretendo estar a teu lado
Perdoai tudo quanto tenho feito de insensato
E não queira eu que teu pai se indignes
Do que tenho feito a ti
Porquanto tudo que tenho feito
Muito e pouco
Tem sido de coração
E assim desejo continuar
Caminhando, olhando, cuidando
E escutando toda voz que brota de dentro da minha alma
Em nada censureis aos que choram
E nem tampouco intente teu coração contra os que buscam
satisfazer-se a si mesmos
Ora, não seguindo o que tu queres
Seguem aos seus corações
E aos seus princípios
E ninguém os deve impedir
Porque em verdade nada são
Mas e nós, que somos?
Uma pergunta insensata,
Que deveras está junta a sua respectiva resposta insensata
Nada temos a querer saber sobre isso
Porque não criamos a nós mesmos.
Ora, vejam, parece-me que estou a ponto de estar lúcido
Mas ainda não o creio de todo
Vejam que aqui estou a escrever
Não o que acho certo
Mas o que me ocorre
Essa é a sinceridade da minha alma
Acho que estou a ponto de resgatar
meu inconsciente através da escrita
Que o sejas
Sinto enquanto escrevo, um calor no rosto
E meus olhos se alternam do teclado ao monitor
Sinto minhas mãos formigarem
E a dor nas costas não é tão evidente,
talvez em virtude da minha postura correta,
porém inconsciente
Ao além com as regras ortográficas, com a pontuação
e com as vírgulas
Devo estar a assassiná-las e a negligenciá-las
Mas que importa
Tudo que quero é minha arte a par da minha sinceridade
Da minha integridade espiritual
É isso
Tantas idéias me ocorrem
Tantas palavras que não cessam de me infernizar
implorando a eu colocá-las em algum lugar,
a exteriorizá-las!
Aí estão vocês, palavras.
Se a fortuna fizer com que algum indivíduo
de espírito piedoso as leiam, tanto melhor
E se assim não for, fiquem aí a esperar.
Concedi a vocês o desejo
Agora deixem-me, aproveitar essa vida
A tirar alguma dúvida lá fora, no mundo,
Onde as coisas acontecem!
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