Terceiro de hoje, foda-se.
A cada instante, um estado de espírito.
A cada volta, uma moeda, um símbolo, uma luz.
Acho que achei uma palavra que me define: obscuridade!
Oh, obscuridade, quão grandiosa sois!
Teus olhos negros escondem a negligência de uma geração incrédula!
Teus passos seguem-me como os me seguiam a luz!
Que tenho eu em querer-te a ti?
Que tens tu em querer que eu te siga?
Tu, que fere meus sonhos em pesadelos!
Que faz do meu pesar o meu desespero!
E que faz despedaçar minha alegria em nada!
Tu, a quem sou grato! A quem detesto!
Que faz eu me contradizer!
Que me mostra o caminho e a luz!
Só quem está em trevas reconhece a beleza da luz!
Já ouvis-te antes?
Não, creio que não.
Unges-me!
Que palavra! Que encanto! Que espetáculo!
Profano, não conheço a ti, retiras tu e teus pertences da minha vida!
Pois ainda tenho anseio das coisas divinas!
E do Evangelho quero fazer minha regra de conduta!
Já deverias tê-lo feito há muito!
Mas a escuridão da loucura e da insensatez me oprime.
Deixa eu ser livre!
Deixa eu ser lúcido!
Lá vou-me outra vez!
Tez!
Preconceito!
Talvez eu o tenha!
Ora, meu pai é!
Que tens?
E a aversão, não te lembras?
Sim, mas não parece tão incômodo!
Tu o tens, sossega-te!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Vós,
Se num momento pretendo estar a teu lado
Perdoai tudo quanto tenho feito de insensato
E não queira eu que teu pai se indignes
Do que tenho feito a ti
Porquanto tudo que tenho feito
Muito e pouco
Tem sido de coração
E assim desejo continuar
Caminhando, olhando, cuidando
E escutando toda voz que brota de dentro da minha alma
Em nada censureis aos que choram
E nem tampouco intente teu coração contra os que buscam
satisfazer-se a si mesmos
Ora, não seguindo o que tu queres
Seguem aos seus corações
E aos seus princípios
E ninguém os deve impedir
Porque em verdade nada são
Mas e nós, que somos?
Uma pergunta insensata,
Que deveras está junta a sua respectiva resposta insensata
Nada temos a querer saber sobre isso
Porque não criamos a nós mesmos.
Ora, vejam, parece-me que estou a ponto de estar lúcido
Mas ainda não o creio de todo
Vejam que aqui estou a escrever
Não o que acho certo
Mas o que me ocorre
Essa é a sinceridade da minha alma
Acho que estou a ponto de resgatar
meu inconsciente através da escrita
Que o sejas
Sinto enquanto escrevo, um calor no rosto
E meus olhos se alternam do teclado ao monitor
Sinto minhas mãos formigarem
E a dor nas costas não é tão evidente,
talvez em virtude da minha postura correta,
porém inconsciente
Ao além com as regras ortográficas, com a pontuação
e com as vírgulas
Devo estar a assassiná-las e a negligenciá-las
Mas que importa
Tudo que quero é minha arte a par da minha sinceridade
Da minha integridade espiritual
É isso
Tantas idéias me ocorrem
Tantas palavras que não cessam de me infernizar
implorando a eu colocá-las em algum lugar,
a exteriorizá-las!
Aí estão vocês, palavras.
Se a fortuna fizer com que algum indivíduo
de espírito piedoso as leiam, tanto melhor
E se assim não for, fiquem aí a esperar.
Concedi a vocês o desejo
Agora deixem-me, aproveitar essa vida
A tirar alguma dúvida lá fora, no mundo,
Onde as coisas acontecem!
Perdoai tudo quanto tenho feito de insensato
E não queira eu que teu pai se indignes
Do que tenho feito a ti
Porquanto tudo que tenho feito
Muito e pouco
Tem sido de coração
E assim desejo continuar
Caminhando, olhando, cuidando
E escutando toda voz que brota de dentro da minha alma
Em nada censureis aos que choram
E nem tampouco intente teu coração contra os que buscam
satisfazer-se a si mesmos
Ora, não seguindo o que tu queres
Seguem aos seus corações
E aos seus princípios
E ninguém os deve impedir
Porque em verdade nada são
Mas e nós, que somos?
Uma pergunta insensata,
Que deveras está junta a sua respectiva resposta insensata
Nada temos a querer saber sobre isso
Porque não criamos a nós mesmos.
Ora, vejam, parece-me que estou a ponto de estar lúcido
Mas ainda não o creio de todo
Vejam que aqui estou a escrever
Não o que acho certo
Mas o que me ocorre
Essa é a sinceridade da minha alma
Acho que estou a ponto de resgatar
meu inconsciente através da escrita
Que o sejas
Sinto enquanto escrevo, um calor no rosto
E meus olhos se alternam do teclado ao monitor
Sinto minhas mãos formigarem
E a dor nas costas não é tão evidente,
talvez em virtude da minha postura correta,
porém inconsciente
Ao além com as regras ortográficas, com a pontuação
e com as vírgulas
Devo estar a assassiná-las e a negligenciá-las
Mas que importa
Tudo que quero é minha arte a par da minha sinceridade
Da minha integridade espiritual
É isso
Tantas idéias me ocorrem
Tantas palavras que não cessam de me infernizar
implorando a eu colocá-las em algum lugar,
a exteriorizá-las!
Aí estão vocês, palavras.
Se a fortuna fizer com que algum indivíduo
de espírito piedoso as leiam, tanto melhor
E se assim não for, fiquem aí a esperar.
Concedi a vocês o desejo
Agora deixem-me, aproveitar essa vida
A tirar alguma dúvida lá fora, no mundo,
Onde as coisas acontecem!
A queda
Apascentai os que choram, e chorai com os que se alegram
Falai dos audaciosos e praguejai contra os incrédulos
Berrai a prantos a morte do salvador
E regozijai-vos dos desígnios do mestre
Entrei por dentre as portas da Jerusalém
E habitai nos teus tabernáculos
Sê-de incrédulos filhos, sê-de pacientes
Sê-de queridos, sê-de desejados
Porque nada além do às habita o Ser
E por nada se fará um pranto se querer habitar
no seu tabernáculo.
Que hás de haver
Que farás de ti
Que perfídia habita em tudo quanto fazes
E que zombeteira se torna tua mulher infâmia
Que palavras dóceis e afáveis vês
Que júbilo suave sentis
Quando em verdade nada há que o faça ver
O brilho celeste que brota e desce do celeiro celeste
Olhais, não para os montes
Mas para mim
Que cá estou a ajudar-vos
Pedi o que quereis
Desejais vossas paixões como a quem persegue
O lobo
Estais prontos a fazer o que ordeno
E estejais a ponto de uma só canção entoar
Portanto ide, e falai a todos que precisam ouvir
O que aqui ouvistes
E nunca, nunca
Deixais de olhar o pôr-do-sol
Este é o meu sinal.
Falai dos audaciosos e praguejai contra os incrédulos
Berrai a prantos a morte do salvador
E regozijai-vos dos desígnios do mestre
Entrei por dentre as portas da Jerusalém
E habitai nos teus tabernáculos
Sê-de incrédulos filhos, sê-de pacientes
Sê-de queridos, sê-de desejados
Porque nada além do às habita o Ser
E por nada se fará um pranto se querer habitar
no seu tabernáculo.
Que hás de haver
Que farás de ti
Que perfídia habita em tudo quanto fazes
E que zombeteira se torna tua mulher infâmia
Que palavras dóceis e afáveis vês
Que júbilo suave sentis
Quando em verdade nada há que o faça ver
O brilho celeste que brota e desce do celeiro celeste
Olhais, não para os montes
Mas para mim
Que cá estou a ajudar-vos
Pedi o que quereis
Desejais vossas paixões como a quem persegue
O lobo
Estais prontos a fazer o que ordeno
E estejais a ponto de uma só canção entoar
Portanto ide, e falai a todos que precisam ouvir
O que aqui ouvistes
E nunca, nunca
Deixais de olhar o pôr-do-sol
Este é o meu sinal.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Sozinho
O celular pousado no colo, foninho no ouvido, Mix. Entro no Orkut, dois recados, um de agradecimento e o outro corrente. Fiquei alguns dias sem mandar nenhum recado, exceto o de parabéns a quem fazia aniversário. E como eu pensava, ninguém me mandou recado, nem pra perguntar como eu estou, o que eu ando fazendo, que são perguntas frequentes... Senti qualquer vontade de escrever a alguém, eu queria poder apontar alguém dali, daquela página de amigos, e dizer Em você sim eu posso confiar! Mas não encontrei ninguém. Passava o cursor de amigo em amigo e em nenhum eu senti 'comunhão' para dizer aquelas prezadas palavras citadas acima.
E então eu me pergunto Por que sou tão incapaz de confiar em alguém?! Eu devo ter pego trauma na infância, de pessoas. Acho que confiei demais nas pessoas, esperei delas o melhor, pensei que as pessoas fossem anjos, mas me enganei perfeitamente e quando percebi que as pessoas são o que são, mesquinhas, egoístas, hipócritas, decidi me afastar e me prender a mais profunda solidão. Sabia que sozinho poderia conhecer-me melhor, poderia aproveitar as boas coisas da vida, sozinho. Na minha solidão eu inventaria um mundo perfeito, onde não existisse pessoas falsas, nem violência, nem guerra. Meu mundo seria cheio de alegria, e minha companhia seria meus amigos imaginários, meu mundo seria colorido, feliz.
E num belo dia chega uma daquelas pessoas ignaras, que pensam ser donas da verdade e diz Não se deve viver de fantasias, a realidade é esta, e esta que deve ser vivida. E mostra: trabalho, família, sociedade, comprar, vender, reciclar. E eu digo Realidade de quem? Tua? Quem tem o direito de me impor isso, e dizer que deve ser a minha realidade? A minha realidade é o mundo que eu crio, o mundo como eu o enxergo, a minha realidade sou eu. O mundo é um espelho, e nós vemos nele o nosso reflexo. Como sou, assim ele é.
-
Detesto tanto seguir como conduzir.
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Aquele que não é terrível para si, não incute terror a ninguém,
E só aquele que inspira terror pode comandar os outros.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
Acocorar-me, sonhando, em desertos encantadores,
De me chamar a mim mesmo, por fim, de longe,
E de me seduzir a mim mesmo.
(Nietzsche - O Solitário)
E então eu me pergunto Por que sou tão incapaz de confiar em alguém?! Eu devo ter pego trauma na infância, de pessoas. Acho que confiei demais nas pessoas, esperei delas o melhor, pensei que as pessoas fossem anjos, mas me enganei perfeitamente e quando percebi que as pessoas são o que são, mesquinhas, egoístas, hipócritas, decidi me afastar e me prender a mais profunda solidão. Sabia que sozinho poderia conhecer-me melhor, poderia aproveitar as boas coisas da vida, sozinho. Na minha solidão eu inventaria um mundo perfeito, onde não existisse pessoas falsas, nem violência, nem guerra. Meu mundo seria cheio de alegria, e minha companhia seria meus amigos imaginários, meu mundo seria colorido, feliz.
E num belo dia chega uma daquelas pessoas ignaras, que pensam ser donas da verdade e diz Não se deve viver de fantasias, a realidade é esta, e esta que deve ser vivida. E mostra: trabalho, família, sociedade, comprar, vender, reciclar. E eu digo Realidade de quem? Tua? Quem tem o direito de me impor isso, e dizer que deve ser a minha realidade? A minha realidade é o mundo que eu crio, o mundo como eu o enxergo, a minha realidade sou eu. O mundo é um espelho, e nós vemos nele o nosso reflexo. Como sou, assim ele é.
-
Detesto tanto seguir como conduzir.
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Aquele que não é terrível para si, não incute terror a ninguém,
E só aquele que inspira terror pode comandar os outros.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
Acocorar-me, sonhando, em desertos encantadores,
De me chamar a mim mesmo, por fim, de longe,
E de me seduzir a mim mesmo.
(Nietzsche - O Solitário)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A chuva
Tardes chuvosas, e eu encolhido no canto do sofá, olhava lá fora, o céu fechado, as gotas batendo no chão, se juntavam a outras que escorriam pelo canto do asfalto. Nesse momento é que eu me sentia absolutamente sozinho. Aquele era o momento mais privado que eu tinha com minhas lembranças. A chuva trazia tantas e tantas coisas, momentos bons, momentos tão diferentes, fragmentos de vida e de felicidade que se passaram e que já não existem, mas que eu os cultivo religiosamente em minha memória. É como se o tempo estivesse parado, como se os deveres a fazer não existissem, como se aquela chuva, caindo ali, fosse exclusivamente para eu vê-la, para eu contemplá-la e lembrar que minha vida era, contudo, boa. Que eu e a chuva tinhamos qualquer coisa em comum, qualquer impressão, qualquer essência. Eu em silêncio, e ela a falar. No toque de suas gotas no chão, na parede, no vidro, eu podia ouvir um doce canto que invadia minha alma, que dizia Somos irmãos. Somos o mesmo, eu e tu, na tua solidão somente eu estou aqui para te amparar, te falar, te fazer não se sentir sozinho. Eu que te mostro neste momento, o quanto a vida tem sido boa pra ti. O quanto tu tens desfrutado dos bons momentos como aquele que passavas com teu avô. Ah, meu avô...!
Transparece em tua face a tristeza ao lembrar-te do teu velho. Lembras de quando saías a passear pelo parque em dias de sol? Te comprava sorvetes, brinquedos, livros, tantas coisas. Quanto te ensinou, quanto foi bom para ti, quanto te amou. Que serias de ti hoje, se ele não tivesse feito por ti o que fez. Agora já não tem ele aqui. E não há nenhuma outra pessoa no mundo que possa te amparar como ele, que possa te ensinar com o amor que ele ensinava, que te faça forte. Terás de aprender a viver sem ele. Choravas quando ele dizia que ia partir um dia, e que era hora de usar o que aprendera com ele. Pensavas tu, que esse dia nunca chegaria, que o destino não seria cruel em tirá-lo de ti. Que a vida sempre fora perfeita com ele, e que com ele não saberias viver. Mas o dia chegou, e o destino levou-o para longe de ti. Foi então que percebeste quão cruel é a vida, e quão solitários somos sem o amor.
Pensamentos tão melancólicos, tão tristes, acompanham todos os meus dias. Trazendo e levando. Assim faz a chuva que continua a cair, lentamente, branda, serena.
Transparece em tua face a tristeza ao lembrar-te do teu velho. Lembras de quando saías a passear pelo parque em dias de sol? Te comprava sorvetes, brinquedos, livros, tantas coisas. Quanto te ensinou, quanto foi bom para ti, quanto te amou. Que serias de ti hoje, se ele não tivesse feito por ti o que fez. Agora já não tem ele aqui. E não há nenhuma outra pessoa no mundo que possa te amparar como ele, que possa te ensinar com o amor que ele ensinava, que te faça forte. Terás de aprender a viver sem ele. Choravas quando ele dizia que ia partir um dia, e que era hora de usar o que aprendera com ele. Pensavas tu, que esse dia nunca chegaria, que o destino não seria cruel em tirá-lo de ti. Que a vida sempre fora perfeita com ele, e que com ele não saberias viver. Mas o dia chegou, e o destino levou-o para longe de ti. Foi então que percebeste quão cruel é a vida, e quão solitários somos sem o amor.
Pensamentos tão melancólicos, tão tristes, acompanham todos os meus dias. Trazendo e levando. Assim faz a chuva que continua a cair, lentamente, branda, serena.
sábado, 29 de agosto de 2009
Nós somos
Meu, foi tempo pakas! Pensei que nem existisse mais esse meu espaço aqui. Mas ele está aqui e vamos aproveitá-lo. Afinal, nada mais efetivo que demonstrar nossos sentimentos através da música e da escrita. Então, vamos escrever. Eu pensei várias vezes até em dispor aqui algumas composições minhas, mas não sei se é jogo. Se alguém aqui gosta de música erudita iria gostar. Tem algumas pra violino, piano, trompete. É incrível como algumas melodias ficam por dias na nossa mente, martelando, como algumas frases também, que enquanto você não as joga no papel elas não sossegam. Parece uma coisa mística, sei lá, elas simplesmente aparecem. Eu cansei de sentar na frente do computador para compor, e as melodias vem surgindo, e são lindas! E da onde vem tudo isso? Será um anjo que mas envia? Quem sabe. Eu acredito nessas coisas.
Estou cursando RH numa facul aí de Curitiba mas definitivamente não é isso que eu quero. Gosto só da Psicologia e do Comportamento Social que tem lá. Folha de pagamento, Empreendedorismo, Leis Tributárias, meu, tudo isso é tão chato! O fato é que eu sou um cara extremamente subjetivo, autista por vezes. Só não sei se essa minha subjetividade vai me atrapalhar nesses tempos. É evidente que meu caráter não combina nem um pouco com tecnologia, múltiplos sistemas de comunicação, e contas e mais contas. Se eu fosse objetivo e gostasse de matemática me daria muito melhor, mas enfim, eu sou como sou e isso não vai mudar. Às vezes eu penso até que nasci numa época errada. Cansei de ler sobre os compositores românticos do século XIX, e aos 15 anos eu era tão obcecado por tudo aquilo; os homens com suas cartolas, paletós e escrevendo com nanquim. Nas suas carruagens, passeando pelas ruas de Viena, a "Cidade da Música". Mas cá estamos nós, em pleno século XXI, em meio a tantos conflitos e revoluções no mundo. E, querendo ou não, nosso espaço sempre há de estar à disposição. Podemos ainda revolucionar o mundo! Nós, quem? Nós, românticos, músicos, artistas, revolucionários! Prepotência? Claro que não. Hoje, graças aos meios de comunicação temos toda a História embaixo do nosso nariz. E somando isso à nossa infinda capacidade de criar, podemos sim, nos sobressair. A princípio, vou cursar Música e Filosofia e mais pra frente aí, vamos ver o que dá. Otimistas sempre, e caminhando, nossa bandeira há de hastear.
Estou cursando RH numa facul aí de Curitiba mas definitivamente não é isso que eu quero. Gosto só da Psicologia e do Comportamento Social que tem lá. Folha de pagamento, Empreendedorismo, Leis Tributárias, meu, tudo isso é tão chato! O fato é que eu sou um cara extremamente subjetivo, autista por vezes. Só não sei se essa minha subjetividade vai me atrapalhar nesses tempos. É evidente que meu caráter não combina nem um pouco com tecnologia, múltiplos sistemas de comunicação, e contas e mais contas. Se eu fosse objetivo e gostasse de matemática me daria muito melhor, mas enfim, eu sou como sou e isso não vai mudar. Às vezes eu penso até que nasci numa época errada. Cansei de ler sobre os compositores românticos do século XIX, e aos 15 anos eu era tão obcecado por tudo aquilo; os homens com suas cartolas, paletós e escrevendo com nanquim. Nas suas carruagens, passeando pelas ruas de Viena, a "Cidade da Música". Mas cá estamos nós, em pleno século XXI, em meio a tantos conflitos e revoluções no mundo. E, querendo ou não, nosso espaço sempre há de estar à disposição. Podemos ainda revolucionar o mundo! Nós, quem? Nós, românticos, músicos, artistas, revolucionários! Prepotência? Claro que não. Hoje, graças aos meios de comunicação temos toda a História embaixo do nosso nariz. E somando isso à nossa infinda capacidade de criar, podemos sim, nos sobressair. A princípio, vou cursar Música e Filosofia e mais pra frente aí, vamos ver o que dá. Otimistas sempre, e caminhando, nossa bandeira há de hastear.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Família
Compreensão e reconhecimento, é o que todo mundo precisa. Eu queria usar esse espaço para dizer quão grande é minha gratidão por essas pessoas tão prestigiosas que estão tão perto. Eles são amáveis, compreensivos, fortes, batalhadores, insuperáveis, minha família. Meu pai é gráfico, impressor. Lembro de quando meu pai tinha de pegar quatro ônibus para chegar no serviço, trabalhava do outro lado de Curitiba. Quando ele de manhã saía para o serviço, eu e meus irmãos estávamos dormindo, quando ele chegava, também já estávamos na cama. Falávamos com ele só nos fins de semana. Ele nunca podia sair com a gente, tinha que descansar. Sempre batalhando para conseguir pagar as dívidas e criar os filhos. Ele sempre teve um sonho, que era trabalhar por conta. E ele sabia que um dia esse sonho se realizaria. Chegado um momento vendeu nossa casa, e conseguiu montar a gráfica. Hoje, todos trabalhamos juntos, para nós mesmos. E hoje eu percebo o quanto foi doloroso todos aqueles anos de sofrimento para meu pai. Mas valeu a pena, e hoje com 45 anos ele já realizou um de seus maiores sonhos. É um verdadeiro herói.
Minha mãe sempre trabalhou fora como diarista, para ajudar no orçamento da casa. Chegava sempre muito cansada, ainda limpava a casa, preparava o alimento, e dava atenção e carinho para nós. Sempre foi muito presente, nas reuniões da escola. Sempre nos apoiou nos estudos e sempre nos defendeu. Em nenhum momento minha mãe nos abandonou, sempre demonstrou através de gestos e ações seu amor incondicional. Hoje, ela já não precisa trabalhar fora, mesmo assim ela insiste. Usa o dinheiro dela para comprar apenas tecido e confeccionar suas roupas. A renda da gráfica dá conta de todas as despesas da casa. E tudo graças ao tremendo esforço de meu pai e apoio de minha mãe. Ambos sempre nos ensinaram a ser honestos. Meu pai nos ensinou a ser comunicativos, e minha mãe nos ensinos a ser amáveis, sensíveis e compreensivos. Somos uma família verdadeiramente unida.
Meu irmão, que é apenas um ano e cinco meses mais velho que eu, sempre me acompanhou. Na infância vivíamos juntos, ele nunca deixava ninguém me bater. Sempre se doía por mim e me defendia. Apesar das brigas, sempre demonstrou seu amor e cuidado por mim. Partilhava tudo, nunca me deixou sozinho. Sempre reconheceu os nossos direitos. Quando eu estava na 1ª série, e ele na 2ª, mostrou-se solícito para me ensinar a ler e a escrever. Aprendi muito rápido, tinha facilidade com as palavras. E seu apoio foi indispensável, graças a ele eu percebi o grande valor que tem um irmão. Verdadeiramente um companheiro.
Minha irmã é sete anos mais velha que eu, e claro, ela apoiou imensamente minha mãe. Cuidava de mim e de meu irmão, fazia o essencial. Começou a trabalhar muito cedo, como babá. Estudava, trabalhava, e ajudava minha mãe a cuidar da casa. Muito carinhosa, também sonhava com o futuro. Trabalhou bastante e hoje já está casada. É muito feliz com seu marido e sua casa. Sempre vamos visitá-la e nos trata com muita cortesia. E eu espero com expectativa um sobrinho. Ainda não engravidou, mas espero que logo...
É basicamente o que temos vivido em família. Dificuldades sempre tivemos, mas nada que não pudemos superar. E com a ajuda de Deus creio que realizaremos nossos sonhos.
Minha mãe sempre trabalhou fora como diarista, para ajudar no orçamento da casa. Chegava sempre muito cansada, ainda limpava a casa, preparava o alimento, e dava atenção e carinho para nós. Sempre foi muito presente, nas reuniões da escola. Sempre nos apoiou nos estudos e sempre nos defendeu. Em nenhum momento minha mãe nos abandonou, sempre demonstrou através de gestos e ações seu amor incondicional. Hoje, ela já não precisa trabalhar fora, mesmo assim ela insiste. Usa o dinheiro dela para comprar apenas tecido e confeccionar suas roupas. A renda da gráfica dá conta de todas as despesas da casa. E tudo graças ao tremendo esforço de meu pai e apoio de minha mãe. Ambos sempre nos ensinaram a ser honestos. Meu pai nos ensinou a ser comunicativos, e minha mãe nos ensinos a ser amáveis, sensíveis e compreensivos. Somos uma família verdadeiramente unida.
Meu irmão, que é apenas um ano e cinco meses mais velho que eu, sempre me acompanhou. Na infância vivíamos juntos, ele nunca deixava ninguém me bater. Sempre se doía por mim e me defendia. Apesar das brigas, sempre demonstrou seu amor e cuidado por mim. Partilhava tudo, nunca me deixou sozinho. Sempre reconheceu os nossos direitos. Quando eu estava na 1ª série, e ele na 2ª, mostrou-se solícito para me ensinar a ler e a escrever. Aprendi muito rápido, tinha facilidade com as palavras. E seu apoio foi indispensável, graças a ele eu percebi o grande valor que tem um irmão. Verdadeiramente um companheiro.
Minha irmã é sete anos mais velha que eu, e claro, ela apoiou imensamente minha mãe. Cuidava de mim e de meu irmão, fazia o essencial. Começou a trabalhar muito cedo, como babá. Estudava, trabalhava, e ajudava minha mãe a cuidar da casa. Muito carinhosa, também sonhava com o futuro. Trabalhou bastante e hoje já está casada. É muito feliz com seu marido e sua casa. Sempre vamos visitá-la e nos trata com muita cortesia. E eu espero com expectativa um sobrinho. Ainda não engravidou, mas espero que logo...
É basicamente o que temos vivido em família. Dificuldades sempre tivemos, mas nada que não pudemos superar. E com a ajuda de Deus creio que realizaremos nossos sonhos.
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